Texto por:
Carlos Alberto Molina Jaro
Jamilla Mariana de Oliveira Gonçalves
www.psiquiatriaweb.com/ansiedade/depressao-6.html
Essas costumam ser as principais perguntas para aqueles que padecem de algum Transtorno de Ansiedade (Ansiedade Generalizada, Ataques de Pânico, Fobias, etc.):
- Que remédio posso tomar para aliviar a ansiedade?
- Inclusive: Qual medicamento pode curar esta ansiedade intensa?
Embora seja verdade que os remédios (medicamentos psicotrópicos) possam ajudar significativamente, eles não são suficientes para garantir o bem-estar a longo prazo. Vários estudos e consensos confluem na necessidade de associar psicoterapia com a medicação. Além disso, são necessárias mudanças na rotina do paciente ansioso que promovam o bem-estar bio-psico-social como: atividade física regular, dieta saudável e atividades recreativas.
Como posso saber se tenho um Transtorno de Ansiedade?
Lembre-se que a ansiedade até certo ponto é normal. É um estado de alerta que lhe permite lidar com as atividades e problemas cotidianos. No entanto, quando excessiva, deixa de cumprir essa função e torna-se prejudicial, limitando progressivamente o curso normal da vida do indivíduo. Já neste ponto, você deve achar difícil executar atividades no dia-a-dia.
O melhor que você pode fazer é consultar um profissional da área de saúde mental. Ou seja, da área de Psicologia e/ou Psiquiatria.
Qual remédio posso tomar?
A automedicação nunca é uma boa escolha. A opção ideal é encontrar os profissionais adequados para que te avaliem e selecionem o melhor medicamento para você. Sempre recordando que a medicação é uma parte do tratamento e NÃO todo o tratamento.
Alguns exemplos de remédios para ansiedade:
- Antidepressivos: Fluoxetina, Venlafaxina, Escitalopram
- Ansiolíticos: Clonazepam, Alprazolam, Diazepam
Produtos que se deve evitar ou diminuir:
- Chá comum
- Café
- Bebidas com cafeína ou taurina (refrigerantes, energizante)
- Drogas ilegais
O que é a Psicoterapia para controlar a ansiedade?
É um procedimento fundamental para aliviar a ansiedade. Numerosos estudos indicam a importância da psicoterapia, principalmente no bem-estar a longo prazo. O mesmo acontece em relação às mudanças relacionadas a hábitos saudáveis ou à adoção de um estilo de vida saudável.
Corro o risco de ficar viciado em medicamento para a ansiedade?
Não existe com os antidepressivos. O único “risco” se deve ao alívio que os medicamentos produzem, que pode levar à interpretação de que você está sendo curado. De fato, esse é um problema comum naqueles que sofrem de um Transtorno Ansioso. Como os medicamentos produzem grande alívio nos primeiros 2 meses, a maioria dos pacientes deixa a psicoterapia e volta a apresentar hábitos NÃO saudáveis em sua rotina, como o sedentarismo ou a sobrecarga de trabalho.
Já com os ansiolíticos existe a possibilidade de ficar viciado. Normalmente, se for utilizado como única opção de tratamento, por tempo prolongado e em doses elevadas.
Assim, muitos pacientes se consideram curados com base no alívio químico produzido pelos medicamentos. Eles acabam dependendo dos medicamentos para ficar bem. Isso é chamado de dependência psicológica. Não é um vício físico e, portanto, não tem suas implicações severas. O problema nessa situação é que os aspectos de fundo não estão sendo resolvidos. É similar a emendar uma rachadura com fita adesiva, sem solucionar a causa ou repará-la corretamente.
Referências
- Bandelow B, Michaelis S, Wedekind D. Treatment of anxiety disorders. Dialogues in Clinical Neuroscience. 2017;19(2):93-107.
- Perna G, Caldirola D. Management of Treatment-Resistant Panic Disorder. Current Treatment Options in Psychiatry. 2017;4(4):371-386. doi:10.1007/s40501-017-0128-7.
- Swift, J. K., Greenberg, R. P., Tompkins, K. A., & Parkin, S. R. (2017). Treatment refusal and premature termination in psychotherapy, pharmacotherapy, and their combination: A meta-analysis of head-to-head comparisons. Psychotherapy, 54(1), 47-57.


